Ben Affleck afirmou que utilizou inteligência artificial em várias etapas da produção de Sobrevivência, seu novo filme da Netflix, enquanto a empresa pagou US$ 600 milhões pela sua startup de IA, InterPositive.
Uso de IA na produção de Sobrevivência
Segundo o Canaltech, Affleck confirmou que a IA foi empregada para “várias coisas” durante a elaboração do filme, destacando que o uso foi um exemplo ético da tecnologia no cinema. Ele acrescentou que não acredita ser possível criar um longa‑metragem inteiro apenas digitando um prompt.
O ator também mencionou que há um clima de pânico na indústria diante da IA, comparando a percepção negativa a uma “propaganda” de um alienígena aterrorizante e abstrato. Para ele, a solução passa por ter acesso à ferramenta e ganhar controle sobre seu uso.
Sobrevivência tem estreia marcada para 9 de outubro e traz no elenco Kerry Washington, Gillian Anderson e Steven Yeun. Affleck, que já interpretou Batman e Demolidor nos cinemas, participou do evento Screentime do Bloomberg para falar sobre o tema, mas não entrou em detalhes sobre como exatamente a IA foi aplicada nas cenas.
A startup InterPositive, fundada por Affleck, desenvolve soluções de IA voltadas para edição e pós‑produção, com linguagem adaptada ao trabalho de cineastas. A Netflix adquiriu a empresa por US$ 600 milhões em março deste ano, segundo o mesmo relato.
Expansão da aposta da Netflix em inteligência artificial
A Bloomberg Línea Brasil informa que o co‑CEO Ted Sarandos disse que o crescimento da Netflix está abaixo do desejado e que a companhia está aumentando seus investimentos em conteúdo ao vivo e em inteligência artificial.

Sarandos apontou que o engajamento subiu 2% no último período enquanto a receita avançou em ritmo de dois dígitos em todas as regiões. Ele acrescentou que cerca de 5% do orçamento de conteúdo de US$ 20 bilhões está sendo destinado à programação ao vivo.
O executivo também revelou que a Netflix levou mais de 30 filmes aos cinemas no ano passado e que suas ações caíram aproximadamente 24% até o momento, refletindo expectativas de crescimento mais lento de receita e lucro diante do aumento dos gastos com conteúdo.
Sarandos comentou a tentativa frustrada de adquirir a Warner Bros. Discovery, afirmando que não se arrepende do esforço e que o plano original era sólido. Ele ainda destacou a meta de que a publicidade represente 10% da receita da Netflix até 2030, conforme indicado por um líder global.
O TechRadar observa que Hollywood está apostando forte em filmes produzidos com IA, ainda que o público esteja mostrando resistência a esse tipo de produção. A publicação nota que até figuras como Tom Cruise enxergam a tendência chegando, enquanto a audiência prefere obras feitas por pessoas reais.


