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Avioes britanicos participam de exercicio nuclear francês pela primeira vez

Jatos britânicos e franceses realizaram juntos um exercício nuclear no Mediterrâneo, marcando uma nova fase na cooperação entre os dois países.

24 de out., 11:47 21 fontes · 12 países Segurança
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Dois jatos militares voando em formação sobre o mar Foto: Go Journal / Pexels

Aviões britânicos participaram de exercício nuclear francês pela primeira vez, conforme anunciado pela França. A operação, denominada "Rummy", reuniu jatos Rafale da França e Typhoon da Royal Air Force em uma simulação de ataque nuclear no Mediterrâneo, sinalizando um reforço na cooperação entre os dois países.

Cooperação reforçada após acordo de julho de 2025

A França e o Reino Unido formalizaram um pacto em julho de 2025 com o objetivo de intensificar a cooperação entre suas armas nucleares, em meio ao crescente clima de tensão internacional e à incerteza sobre o apoio norte-americano.

A ministra francesa das Forças Armadas, Catherine Vautrin, destacou que a independência estratégica nuclear não impede a coordenação entre as nações. "Nossa cooperação nuclear com o Reino Unido continua a se aprofundar", afirmou, destacando a participação histórica dos jatos britânicos no exercício francês.

O secretário britânico da Defesa, Wes Streeting, reforçou o compromisso conjunto com a segurança europeia, alertando que os adversários devem enfrentar a unidade entre os dois países na manutenção do princípio da dissuasão nuclear.

Submarino nuclear em cerimônia de lançamento
Foto: Rob Gonzalez / Pexels

Expansão da iniciativa nuclear de Macron

O presidente francês Emmanuel Macron, que já anunciou em março a expansão do estoque de armas nucleares de Paris, propôs uma iniciativa para oferecer exercícios conjuntos e possível implantação temporária de ativos franceses com capacidade nuclear em territórios europeus.

A França mantém uma frota de cerca de 290 armas nucleares de lançamento terrestre e subaquático, com um orçamento anual de aproximadamente €5,6 bilhões. O Reino Unido conta com 225 ogivas nucleares, enquanto Estados Unidos e Rússia possuem mais de 5.000 unidades cada. A nova coordenação entre Paris e Londres reflete uma reavaliação estratégica diante do cenário global instável.

Diferenças e implicações da cobertura

Embora as fontes consultadas compartilhem os mesmos fatos principais, a ênfase varia: enquanto meios britânicos destacam a integração operacional como avanço concreto, a imprensa francesa foca na reafirmação da autonomia estratégica de Paris. Nenhuma fonte detalhou possíveis riscos ou críticas internas à medida.

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