O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, assinou na sede da ONU, em Nova York, uma declaração com 22 líderes que defende que a inteligência artificial deve ficar sob direção, supervisão e controle humanos. O apelo surgiu depois de António Guterres comparar os riscos da IA aos das armas nucleares e pedir urgência internacional.
Detalhes da declaração assinada
Segundo o WAtoday e o Brisbane Times, entre os signatários estão o primeiro-ministro canadense Mark Carney, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, o chanceler alemão Friedrich Merz, além dos governos da Irlanda, Singapura, Espanha, África do Sul, Turquia e dos Emirados Árabes Unidos. O texto pede testes de segurança obrigatórios, avaliações independentes e mais supervisão internacional sobre os modelos de fronteira de IA. Também propõe a criação de um organismo no estilo da ONU para estabelecer padrões e monitorar o uso da tecnologia.
Comparação de Guterres e alertas de risco
De acordo com o WAtoday, Guterres afirmou que a IA exige o mesmo senso de urgência das armas nucleares. Disse que os desenvolvedores estão 'pulling the alarm' e que os governos devem assumir responsabilidades. Pediu ainda que EUA e China iniciem diálogo sobre o futuro da IA, lembrando a cooperação entre EUA e União Soviética durante a Guerra Fria.
O que ainda não foi divulgado
O material não traz prazos para a criação da organização proposta nem detalhes sobre mecanismos de aplicação, sanções ou financiamento. Também não informa se algum país se opôs à declaração ou se haverá votação formal na Assembleia Geral da ONU.


