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ARIA proíbe músicas totalmente geradas por IA nos charts australianos

ARIA proíbe músicas totalmente geradas por IA nos charts australianos; exige declaração de uso e pode rever posições.

25 de ago., 19:57 59 fontes · 24 países Regulação Regulação
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Estúdio de música com equipamentos de gravação e computadores Foto: TStudio / Pexels

Na Austrália, a ARIA determina que apenas músicas “substantamente humanas” podem entrar nos charts a partir desta sexta-feira.

Novas regras da ARIA

A Australian Recording Industry Association estabelece que faixas inteiramente produzidas por IA não são elegíveis para os rankings. Músicas que empregam IA apenas em tarefas de apoio - masterização, máquinas de bateria, auto-tune - permanecem aptas. Os artistas devem declarar o uso de IA ao submeter a faixa; a ARIA pode rever a posição caso descubra que a criação foi majoritariamente gerada por máquina. A entidade afirma que os charts excluirão obras que utilizem IA para gerar a totalidade ou a parte principal dos elementos criativos.

Polêmica do cover de Madonna

A regra surgiu depois do cover de “Like a Prayer” de Madonna, feito pelo DJ australiano Josh Fawaz, que liderou o chart de singles dance da ARIA e chegou ao segundo lugar no ranking geral. A faixa somou mais de 48 milhões de reproduções no Spotify. Após críticas, Fawaz acrescentou créditos de IA gerativa à música. A ARIA disse que os artistas australianos disputam espaço “no mercado mais lotado da história” e que não tem interesse em promover ou celebrar o sucesso de obras totalmente criadas por IA sem arte humana.

Onde a cobertura diverge

Outras coberturas destacam o aspecto político da decisão. O primeiro‑ministro Anthony Albanese anunciou “a mais forte possível proteção” contra IA para criadores, defendendo que os autores controlem como suas obras são usadas no treinamento de algoritmos. O grupo Peking Duc apoiou a medida; o músico Adam Hyde alerta que a IA “tira a experiência humana da vida”. Alguns relatos citam um precedente na Suécia, onde a música totalmente gerada por IA já foi banida dos charts, e mencionam trabalhos da IFPI em busca de diretrizes globais.

Apurado em 59 fontes

Malay Mail — Showbiz (Malásia) · Nile Post (Uganda) · Associated Press (Estados Unidos) · ABC News (Estados Unidos)

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