Um ataque hacker aparentemente ligado a grupos da Coreia do Norte resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em criptomoedas da Binance, considerado o maior ataque de roubo de cripto da história do setor. A corretora, a maior do mundo, informou que os investimentos de brasileiros estão protegidos, mas manteve suspensos os saques enquanto realiza investigações.
Detalhes do ataque
Segundo informações da TRM Labs, empresa especializada em rastreamento de criptomoedas, o ataque começou na quinta-feira (29), por volta das 17h (horário de Brasília), quando um invasor transferiu mais de US$ 6 bilhões das carteiras da Binance. A maior parte do valor foi movimentada em cerca de 20 minutos, seguida por uma segunda onda de ataques duas horas depois.
O laboratório identificou a possível autoria do grupo TraderTraitor, considerado uma unidade de elite de hackers ligada à Coreia do Norte. A Binance confirmou que está colaborando com o FBI para apurar o caso.
Impacto no Brasil
Para os brasileiros, a Binance assegurou que os ativos estão mantidos em cold wallets (carteiras frias), desconectadas da internet, e que a corretora segue as regras do Banco Central do Brasil, que exigem a segregação dos recursos dos clientes. A suspensão dos saques foi descrita como preventiva, com previsão de normalização em até 45 horas.
Apesar da garantia, especialistas alertam que os investidores não estão totalmente imunes a perdas. O fundo de emergência da Binance promete cobrir os prejuízos com os ativos roubados, mas não se estende à queda de valor das próprias criptomoedas — risco que não é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Contexto e antecedentes
Esta não é a primeira vez que a Binance enfrenta problemas de segurança. Em 2023, a empresa se declarou culpada por violar leis de combate à lavagem de dinheiro e pagou US$ 4,3 bilhões em multas aos EUA. O fundador, Changpeng Zhao, foi preso federalmente antes de obter perdão presidencial em outubro de 2025.
Onde a cobertura diverge
A imprensa alemã, como a Frankfurter Allgemeine Zeitung, enfatizou o papel da inteligência artificial como fator que facilita a incursão dos hackers em plataformas de cripto, apontando para uma tendência crescente no cibercrime. Já os veículos brasileiros, como O Globo e G1, deram mais peso ao impacto direto sobre os investidores locais, destacando a suspensão dos saques e a proteção oferecida às carteiras frias.
O que ainda não foi divulgado
- Identidade exata dos responsáveis pelo ataque
- Quantidade exata de criptomoedas recuperadas ou bloqueadas
- Lista completa dos ativos afetados dentro da Binance
- Detalhes técnicos sobre a vulnerabilidade explorada
- Previsão exata para retomada dos saques em todos os mercados


