Músicos de renome global, incluindo Madonna e SZA, manifestaram oposição ao uso de suas obras para o treinamento de sistemas de inteligência artificial. A resistência ocorre em meio a parcerias fechadas entre gravadoras e empresas de tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos no setor.
O conflito sobre o uso do catálogo
Durante o último ano, companhias como Universal Music, Sony Music e Warner Music estabeleceram acordos comerciais visando a exploração de suas bases musicais por empresas de IA. Embora essas gravadoras detenham a propriedade das gravações, o uso desses ativos para alimentar modelos generativos enfrenta o veto direto dos artistas. A interpretação de músicos e seus representantes é de que a licença de catálogos não autoriza a manipulação das vozes e imagens dos intérpretes originais para o aprendizado de máquinas.
Resistência dos artistas
A hostilidade à tecnologia é pontuada por declarações públicas. Guy Oseary, empresário de Madonna, afirmou em entrevista que a artista recusa qualquer proposta financeira voltada ao licenciamento de suas músicas para o treinamento de inteligência artificial. O posicionamento reflete a cautela de diversos músicos em relação a ferramentas cujo impacto no mercado de entretenimento permanece incerto. A apuração deste caso foi registrada em 1 veículo no Brasil.
O que ainda não foi divulgado
- Os termos específicos dos contratos firmados entre as gravadoras e as empresas de tecnologia.
- A existência de ações judiciais concretas movidas pelos artistas contra o treinamento de modelos com suas obras.
- Detalhes sobre como as gravadoras pretendem conciliar os acordos de licenciamento com a negativa direta dos intérpretes.


