A Apple pretende disponibilizar os primeiros recursos da sua plataforma de inteligência artificial, chamada Apple Intelligence, para usuários da China continental a partir de dezembro, por meio da atualização iOS 27.3. Essa iniciativa ocorre aproximadamente dois anos depois do lançamento inicial nos Estados Unidos. A versão destinada ao mercado chinês chegará com um conjunto limitado de funcionalidades, excluindo o novo Siri reformulado e algumas ferramentas de geração de imagem.
Funcionalidades liberadas e restritas
Segundo as fontes, o pacote que será disponibilizado inclui as ferramentas de 2024 já conhecidas em outros territórios: resumo de notificações, auxiliares de escrita e a capacidade de remover objetos de fotos. Já o Siri reconstruído, o Image Playground (ferramenta de geração de imagens) e as versões atualizadas do Genmoji não farão parte desta primeira fase. A geração de texto também deverá estar sujeita a limitações em determinados aplicativos, a fim de atender às regras locais de conteúdo.
Parcerias e aprovações regulatórias
Para viabilizar o lançamento, a Apple desenvolveu um modelo próprio em parceria com a Alibaba, tornando‑se a primeira empresa estrangeira autorizada a oferecer um modelo de IA proprietário na China continental. As salvaguardas necessárias foram construídas em conjunto com a Alibaba, permitindo que o governo aprove atualizações contínuas dos modelos. A Baidu ficará responsável por prover serviços de busca e alguns recursos do Siri. O processo de aprovação foi registrado pela Administração de Ciberespaço da China em julho, seguido de licenças para iPhones recentes em 29 de setembro. Há relatos de que a Apple Intelligence brevemente apareceu nas configurações do sistema em março, antes da autorização oficial, e foi posteriormente retirada.
O que cada mercado destacou
Enquanto a imprensa chinesa enfatizou o avanço regulatório e a possibilidade de reduzir a lacuna frente a concorrentes locais que já oferecem IA generativa em smartphones, a cobertura internacional ressaltou o atraso relativo de dois anos em relação aos EUA e a continuação da ausência do Siri AI na União Europeia, onde não há previsão de liberação. Assim, o lançamento na China representa um passo significativo para a Apple, mas ainda com restrições que diferem da experiência oferecida em outros mercados.


