Em petição apresentada em 31 de agosto de 2026, a Apple acusou a OpenAI de destruir provas em um processo de segredos comerciais envolvendo o ex‑engenheiro Chang Liu, que teria usado esquemas confidenciais da empresa para treinar modelos de IA.
Detalhes do uso indevido de propriedade intelectual segundo O Globo e iPhone in Canada
Liu baixou um esquema confidencial de circuito da Apple dois meses depois de sair da empresa e carregou o desenho no LTspice para fazer trabalhos de conversão de energia na OpenAI.
Em mensagens internas, ele se gabou de ter treinado um agente de IA para ler aqueles schematics, dizendo que estava 'sentindo IA o dia todo' enquanto configurava o sistema automatizado.
A Apple afirma que tais ações expõem suas redes neurais a um risco de segurança irreversível, pois os dados proprietários seriam incorporados à memória de longo prazo dos modelos.
O Globo também aponta que mais de quatrocentos ex‑funcionários da Apple já integraram a equipe da OpenAI e que Liu deixou a Apple para trabalhar na empresa de IA em janeiro.
A petição ainda afirma que a OpenAI incentivava seus empregados a compartilhar informações, componentes e projetos de produtos ainda não lançados, ao mesmo tempo em que adotava medidas para ocultar os rastros dessas trocas.
Pedido de urgência e alegações de destruição de provas
O MacMagazine informa que a Apple apresentou ao tribunal dos EUA um MacBook corporativo que Liu continuava a usar após deixar a empresa e pediu que a produção de provas fosse acelerada antes do julgamento.
O mesmo documento, citado pelo O Globo, indica que a análise forense inicial concluiu que Liu e outras pessoas na OpenAI tinham pleno conhecimento de que ele ainda acessava, sem autorização, provedores de armazenamento em nuvem da Apple por meio de terceiros.

Ainda segundo o O Globo, o MacBook contém evidências de que Liu enviou instruções para destruir provas a uma colega da OpenAI, que teria confirmado o cumprimento da solicitação.
A Apple sustenta que o computador demonstra que seus segredos comerciais estão sendo utilizados e que evidências estão sendo destruídas, além de alegar que a OpenAI retardou deliberadamente a entrega de provas, oferecendo somente após semanas de atraso a peça‑chave de evidência.
Resposta da OpenAI e demais desenvolvimentos
O Ventureburn informa que a OpenAI protocolou uma resposta afirmando que as acusações são ficção e negando qualquer envolvimento na destruição de provas, alegando que Liu apenas tentava ajudar um ex‑colega da Apple ao acessar dados armazenados na nuvem.
A PYMNTS nota que a OpenAI rebeteu dizendo que a Apple não tem ninguém a quem culpar pelo processo além de si mesma.
O iPhone in Canada indica que uma audiência sobre o pedido de descoberta acelerada da Apple está marcada para 1º de outubro.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre eventuais sanções caso a destruição de provas seja comprovada.


