O Conselho de Campanha da Ação Progressiva da Cidadania (APC) acusou o ex-vice-presidente Atiku Abubakar e o Partido Democrático Africano (ADC) de usar IA, deepfakes e documentos falsos para tentar desacreditar o lançamento da campanha presidencial no estado de Kaduna.
O comício, que aconteceu no sábado, dia 24 de outubro de 2026, foi alvo de uma campanha de desinformação orquestrada por Atiku e aliados, segundo comunicado divulgado pelo porta-voz do APC, Dele Alake. A acusação aponta para o uso de vídeos falsos, documentos alterados e notícias enganosas em redes sociais e veículos tradicionais.
Operações de desinformação denunciadas
O porta-voz do APC afirmou que duas ações específicas foram identificadas nos últimos 24 horas. A primeira envolveu a divulgação de uma imagem de uma viatura de segurança em patrulha próxima a uma bandeira de campanha do APC, com a narrativa de que as forças estiveram presentes para proteger os cartazes. A segunda foi um suposto documento atribuído ao governador de Kaduna, Uba Sani, afirmando que o estado teria desbloqueado 2,3 trilhões de nairas para custear o evento.

Ações condenadas como absurdas
Alake rejeitou veementemente a versão do financiamento, destacando que o valor mencionado supera a soma dos orçamentos estaduais de 2024, 2025 e 2026 — que totalizam aproximadamente 2,23 bilhões de nairas. "Como um único estado pode gastar tanto com um evento político?" questionou, chamando a afirmação de absurda e sem lógica. O comunicado também alertou que novos vídeos manipulados podem ser divulgados durante o comício para sugerir rejeição popular ao governo.
Reações e contexto
Embora o APC tenha feito a acusação publicamente, o comunicado não apresentou provas independentes diretamente ligando Atiku ou o ADC à autoria dos conteúdos. Fontes da imprensa local reportaram a repercussão mista entre a população, com críticos destacando o risco de manipulação informativa antes de eleições futuras. O clima eleitoral no país tem se mostrado tenso, com disputas crescentes envolvendo uso de tecnologia e propaganda digital.
O que ainda não foi divulgado
- Provas concretas ou documentais comprovando a autoria dos deepfakes ou dos documentos falsos;
- Resposta oficial de Atiku Abubakar ou do ADC às acusações;
- Investigação ou posição formal da imprensa tradicional envolvida na publicação da notícia falsa;
- Detalhes sobre possíveis ações legais ou reguladoras tomadas contra os autores das supostas fake news.


