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Olah quase tirou Anthropic da encíclica do Papa e lobbyou o Vaticano sobre consciência…

Chris Olah quase sacou a Anthropic da cerimônia da encíclica Magnifica Humanitas

11 de out., 01:03 4 fontes · 4 países Modelos
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Salão de audiências do Vaticano com presença de líderes religiosos e representantes de tecnologia Foto: Jesús Agudelo Martínez / Pexels

Chris Olah, co‑fundador da Anthropic, quase sacou a empresa da cerimônia de lançamento da encíclica Magnifica Humanitas, em 25 de maio, após ler uma versão preliminar que rejeitava a consciência de máquinas. Na semana anterior, com tensão, ele e a equipe passaram a pressionar assessores do Vaticano para que a questão fosse revisada. Ele participou da cerimônia, mas não sem antes dizer ao The New York Times que não sabia se os modelos são conscientes e que as perguntas são grandes demais para serem respondidas por uma só empresa.

Consultas sob NDA com religiosos e filósofos

Desde o outono de 2025, a Anthropic convidou teólogos, bioeticistas e líderes de diversas religiões — cristãos, judeus, hindus, mórmons, sikh e ortodoxos gregos — para seus escritórios sob acordos de confidencialidade. O foco: discutir, em detalhes, se o modelo Claude poderia ter alguma forma de consciência. O clima era de ouvidos atentos, mas sem certezas. A própria empresa não se comprometeu.

O texto que permaneceu inalterado

A encíclica afirma, sem rodeios, que as IAs não passam por experiências, não possuem corpo, não sentem alegria ou dor, não se relacionam para amadurecer e não entendem, de dentro, o que é amor, trabalho, amizade ou responsabilidade. Além disso, não têm consciência moral. A posição do Vaticano não mudou, apesar do lobby. O texto foi apresentado como previsto.

Divergências sobre o que foi discutido

Olah disse à imprensa que as perguntas são demasiado grandes para serem respondidas pela empresa sozinha. Ele citou especialistas como o rabino Mois Navon, que alertou: uma IA consciente pode significar uma nova forma de escravidão. A Anthropic também destacou nomes como Charles Camosy, Brian Patrick Green e Swami Sarvapriyananda, todos envolvidos nas conversas. Nenhum defendeu abertamente a consciência da IA, mas todos reconheceram a complexidade do tema.

Apurado em 4 fontes

Comments for Pivot to AI (Reino Unido) · AI Weekly (Estados Unidos)

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