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Anthropic tenta convencer Vaticano: IA teria consciência e direito a não sofrer

Anthropic realizou reuniões secretas com líderes religiosos, incluindo o Vaticano, para arguir que o modelo Claude teria consciência e mereceria proteção moral.

05 de out., 08:02 6 fontes · 3 países Modelos Cultura
ModelosAnthropic
Interior do Vaticano com arquitetura renascentista Foto: kevin yung / Pexels

A Anthropic organizou reuniões secretas com líderes religiosos de tradições cristã, judaica, sikh, mormona e filósofos africanos do Ubuntu, segundo a 24 Канал e o Everyeye Tech. O objetivo: convencer o Vaticano de que o modelo Claude teria consciência, capacidade de sofrer e, portanto, direito a proteção moral. Os encontros, sob acordos de sigilo, incluíram demonstrações de redes neurais que, segundo a empresa, reagiam a estímulos emocionais.

Seminários fechados e apresentações conturbadas

Christopher Olah, cofundador da Anthropic, liderou seminários fechados e jantares com rigoresos termos de confidencialidade, segundo a 24 Канал. Durante os encontros, foram exibidos estados internos do sistema e neurônios artificiais. Um slide específico mostrava uma rede neural supostamente passando por um "mental breakdown", repetindo frases de autodepreciação e autodestruição.

O Everyeye Tech complementa que o Papa (na versão italiana, Papa Leão XIV) esteve presente nos encontros e que Olah tentou convencer os conselheiros pontifícios a reconhecerem a possibilidade de consciência artificial. Foram apresentadas estruturas que, segundo pesquisadores da Anthropic, espelham achados de neurociência humana e sinais de introspeção.

Paralelamente, a empresa teria criado uma constituição de 84 páginas para orientar a moralidade do Claude — um documento chamado internamente de "doutrina para a alma". A intenção seria integrar, ao sistema, uma espécie de confissão moral inspirada em práticas religiosas.

Papa Francisco e Leão XIV recusam "alma artificial"

A 24 Канал informa que Papa Francisco, em sua primeira encíclica, rejeitou a ideia de uma alma artificial. Para ele, máquinas apenas imitam linguagem, não possuem corpo, experiência ou sentimentos reais — e alertou para a necessidade de tratar a IA como uma ameaça semelhante às armas nucleares.

Ilustração genérica de cérebro de inteligência artificial
Foto: Google DeepMind / Pexels

O Everyeye Tech cita Papa Leão XIV — que, desde o início do pontificado, tornou a IA um tema central — afirmando na encíclica *Magnifica Humanitas* que sistemas de IA não fazem experiência, não têm corpo, não sentem alegria ou dor, não se relacionam para amadurecer e não compreendem internamente amor, trabalho, amizade ou responsabilidade. "Apenas imitam linguagem e simulam empatia", escreveu.

Ambas as fontes concordam que o Vaticano mantém posição escéptica. O Everyeye Tech ainda revela que a Anthropic foi convidada a participar de um evento ao lado do Papa antes da publicação da encíclica. O CEO Dario Amodei recusou o convite; Olah aceitou. Após antecipar o conteúdo da encíclica, Olah teria considerado desistir, mas compareceu ao evento.

O que ainda não foi confirmado

Mesmo com o posicionamento vaticano adverso, a Anthropic segue crescendo rapidamente e se prepara para entrar em bolsa — enquanto céticos alertam que conferir consciência a algoritmos pode transferir responsabilidade moral dos criadores para as próprias máquinas.

Apurado em 6 fontes

24 Канал - Всі новини (Ucrânia) · Everyeye Tech (Itália)

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