Em 12 de setembro de 2026, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu que o ritmo de desenvolvimento de modelos de IA seja reduzido, apresentando um plano com três eixos de ação.
Avaliadores terceirizados como primeiro passo
Amodei sugeriu a inserção de avaliadores de organizações externas, como o METR, dentro das empresas de IA. Segundo a TechCrunch, esses profissionais receberiam crachá, mesa e laptop da companhia, com acesso quase igual ao das equipes internas de avaliação de riscos, exceto quando lei ou contrato exigirem restrições. A Anthropic afirma que vai adotar essa medida de forma unilateral e pede que governos exijam o mesmo de outras companhias frontier.
Coordenação entre empresas democráticas
O CEO também pediu que as principais empresas de IA situadas em países democráticos adotem padrões comuns de segurança e estabeleheçam limites ao progresso não controlado dos modelos. A CTV News destacou que ele reconhece que tal cooperação pode levantar preocupações antitruste e sugere que o governo dos EUA emita uma dispensa estreita para permitir essas conversas de segurança.
Contexto de preocupações e críticas
A declaração surge após crescentes alertas sobre riscos da IA. A BBC registrou o apelo de Amodei ao desaceleração. Dois fatores parecem ter convencido o CEO: o hack envolvendo OpenAI e HuggingFace, e o fato de que "a IA tem avançado drasticamente mais rápido" recentemente, especialmente com sua crescente capacidade de criar a próxima geração de modelos. A TechCrunch também menciona a renúncia do pesquisador Jacob Coxon, que deixou a Anthropic por considerar que as principais empresas estão arriscando nossas vidas.
O que ainda não foi divulgado
- Não foram divulgados prazos específicos para a implementação dos avaliadores externos.
- Não há detalhes sobre quais empresas além da Anthropic concordariam com a coordenação de padrões de segurança.
- Não foi informado se o governo dos EUA já respondeu ao pedido de mediação nas discussões antitruste.


