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Anthropic diz ter desativado vigilancia contra dissidentes na China e Irã

Empresa bloqueou operações de vigilância contra dissidentes na China, Irã e África; acusou Moonshot e DeepSeek de usar Claude para treinar modelos.

11 de set., 10:28 atualizada 11 de set., 22:14 · v2 5 fontes · 4 países Segurança
SegurançaAnthropicDeepSeekMoonshot
Sala de servidores com painéis de inteligência artificial Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

Anthropic anunciou ter desativado, entre janeiro e julho, várias operações de vigilância que utilizavam seu assistente de IA Claude contra dissidentes e minorias étnicas na China, Irã e África do Oeste, segundo relatório da empresa.

Quem foi alvo da vigilância

Essas informações foram divulgadas pela Radio-Canada Techno e corroboradas pelo Sciences et Avenir.

Outros usos indevidos detectados

Segundo a Radio-Canada Techno, a Anthropic também detectou essas atividades.

O Le Figaro e o 20 Minuten acrescentam que parte das interações continha dados sensíveis dos usuários, o que pode configurar violação de privacidade.

Quanto às pesquisas biológicas, as intenções dos requerentes não foram esclarecidas, conforme indicado pela Radio-Canada Techno e pelo Sciences et Avenir.

Acusações de distillation contra Moonshot e DeepSeek

A Anthropic acusou as empresas chinesas Moonshot e DeepSeek de utilizarem Claude de forma encoberta para responder a perguntas de usuários e armazenar as respostas a fim de aprimorar seus próprios modelos, prática conhecida como distillation.

Segundo a Radio-Canada Techno, em um período de dez dias a Moonshot redirecionou quase 300 mil requisições por meio de 5.380 contas fraudulentas, localizadas principalmente em Singapura e no Japão.

Corredor de data center com câmeras de segurança
Foto: Brett Sayles / Pexels

O Le Figaro destaca que algumas dessas interações continham informações sensíveis dos usuários, o que pode indicar violação às políticas de privacidade.

Não ficou claro se a Moonshot informou seus clientes sobre o redirecionamento das conversas, conforme apontado pela Radio-Canada Techno.

O Le Figaro e o 20 Minuten já haviam mencionado anteriormente suspeitas de uso não autorizado do Claude por desenvolvedores chineses.

Monitoramento e respostas da Anthropic

A empresa ressalta que seu sistema de monitoramento ativo detecta padrões de uso alinhados a ameaças geopolíticas, mas não revela os mecanismos exatos de detecção, segundo informações reunidas por Le Figaro, Radio-Canada Techno e 20 Minuten.

Apurado em 5 fontes

Radio-Canada Techno (Canadá) · Sciences et Avenir (França)

ver as 5 fontes

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