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Anthropic e OpenAI querem controlar avaliações de IA

As empresas pedem que avaliadores externos tenham limite sobre o que podem publicar, temendo vazamento de segredos comerciais, segundo fontes da Reuters.

13 de out., 13:16 8 fontes · 5 países Mercado Explicador
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Fotografia de um laboratório de inteligência artificial com equipamentos e telas Foto: cottonbro studio / Pexels

Anthropic e OpenAI estão negociando com avaliadores externos o direito de publicar resultados de avaliações de modelos de IA, tentando manter controle sobre o que pode ser divulgado para evitar vazamento de segredos comerciais, segundo a BNN Bloomberg e a CTV News.

Contexto das negociações

Segundo a BNN Bloomberg, as conversas surgiram enquanto as empresas se preparam para possíveis ofertas públicas iniciais que poderiam valorizá‑las em trilhões de dólares, e buscam equilibrar transparência com proteção de segredos comerciais.

Posições iniciais das empresas

Mesma fonte informa que, até o início de outubro, Anthropic e OpenAI defendiam controle editorial rigoroso sobre o que os avaliadores poderiam publicar, temendo que informações proprietárias vazassem para concorrentes.

Mudança no tom das discussões

Segundo a BNN Bloomberg, até 5 de outubro as empresas ainda buscavam controle absoluto, mas até 8 de outubro as conversas com alguns avaliadores já indicavam disposição para maior liberdade de publicação.

Declarações de liderança

A BNN Bloomberg também aponta que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia afirmado que os avaliadores deveriam ter direito de publicar descobertas chave sem interferência editorial, e que a OpenAI concordou dias depois, defendendo independência editorial dos avaliadores.

Medidas em discussão para proteger propriedade intelectual

Segundo a CTV News, entre as propostas estão ter funcionários dos laboratórios acompanhando as equipes embedadas enquanto trabalham e impedir que avaliadores embedados em um laboratório atuem simultaneamente em outro, a fim de reduzir riscos de vazamento.

Sobreposição entre segredos e avaliação de risco

Segundo a BNN Bloomberg, o que os laboratórios consideram propriedade intelectual essencial muitas vezes sobrepõe‑se a dados necessários para julgar os riscos de um modelo, o que pode gerar disputas e a necessidade de editar ou retirar informações das públicas.

Imagem de um documento de revisão sendo lido por profissionais
Foto: Ron Lach / Pexels

Preocupação com a escolha dos avaliadores

Mesma fonte nota que especialistas destacam que a independência dos avaliadores fica comprometida quando as próprias empresas decidem quem irá conduzir as revisões, pois isso pode influenciar o que chega ao conhecimento público.

Possível efeito nas futuras OPIs

Segundo a CTV News, o resultado dessas conversas pode afetar a percepção de investidores sobre a governança das empresas de IA, já que a capacidade de limitar divulgações pode ser vista como proteção de valor ou como falta de transparência.

Riscos de falta de padrões

Segundo o Techmeme, especialistas advertem que, sem normas acordadas e legislação para avaliações independentes, as empresas que criam os modelos mais poderosos poderiam definir como seus sistemas são examinados, deixando os avaliadores à mercê dos próprios laboratórios.

Consequência para a fiscalização global

Mesma fonte acrescenta que o resultado dessas negociações vai influenciar como o mundo vai scrutinar uma tecnologia que alguns de seus criadores alertam estar avançando além da capacidade humana de gerência.

Apurado em 8 fontes

BNN Bloomberg (Canadá) · CTV News (Canadá) · Techmeme (Estados Unidos) · CNA (Singapura)

ver as 8 fontes

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