Na audição do Comitê Conjunto sobre Inteligência Artificial no Parlamento da Nova Gales do Sul, em Sydney, a Anthropic, representada por Charlie Hale, chefe de política de produto, e por David Masters, chefe de política ANZ, disse apoiar regras que obriguem empresas a comunicar falhas ou invasões de agentes de IA.
Enquanto isso, a emissora pública australiana ABC rejeitou proposta de exceção de direitos autorais para IA, alegando que o conteúdo já teria sido coletado por raspagem sem autorização — o que, segundo a emissora, torna a exceção desnecessária.
Declaração da Anthropic
Segundo a Reuters e a CNA, Charlie Hale, chefe de política de produto na Anthropic, e David Masters, responsável pela política da empresa para a região ANZ, falaram em Sydney durante a audição do Comitê Conjunto sobre Inteligência Artificial e afirmaram que a companhia apoia a ideia de legislação que obrigue as empresas a notificar ocorrências de falhas ou invasões envolvendo seus sistemas de IA.
A posição da Anthropic foi expressa no mesmo evento onde a ABC apresentou sua visão sobre a eventual criação de uma exceção de direitos autorais para IA, destacando que, enquanto a empresa vê possível apoio a novas regras de relato, a emissora considera desnecessária qualquer exceção de direitos autorais para o treinamento de modelos de IA.
Posição da ABC sobre direito autoral
Segundo a Reuters, a ABC, emissora pública da Austrália, rejeitou a proposta de criar uma exceção de direitos autorais para modelos de IA, argumentando que o conteúdo utilizado para treinar esses sistemas já teria sido coletado por raspagem sem permissão, portanto não vê justificativa para uma exceção legal.

A emissora acrescentou que, caso o material de treinamento já esteja sendo utilizado dessa forma, a criação de uma exceção seria redundante e não contribuiria para a clarificação das regras de propriedade intelectual no contexto da inteligência artificial.
Contexto da audição
A audição ocorreu em 6 de outubro de 2026 no Parlamento da Nova Gales do Sul, em Sydney, conforme relatado pela CNA, e foi conduzida pelo Comitê Conjunto sobre Inteligência Artificial, que reúne legisladores australianais para debater medidas regulatórias setoriais.
O encontro ocorreu em um momento em que o parlamento australiano avalia propostas que tratam do uso de obras protegidas no treinamento de IA e da necessidade de maior transparência sobre falhas de agentes de inteligência artificial.


