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Anthropic apoia obrigar empresas a reportar falhas de agentes de IA

Durante audiência no Parlamento da Nova Gales do Sul, a Anthropic disse apoiar lei que obrigue empresas a notificar falhas de agentes de IA

06 de out., 02:04 5 fontes · 3 países Regulação Regulação
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Ilustração de um agente de IA representado por um robô Foto: Matheus Bertelli / Pexels

Na audição do Comitê Conjunto sobre Inteligência Artificial no Parlamento da Nova Gales do Sul, em Sydney, a Anthropic, representada por Charlie Hale, chefe de política de produto, e por David Masters, chefe de política ANZ, disse apoiar regras que obriguem empresas a comunicar falhas ou invasões de agentes de IA.

Enquanto isso, a emissora pública australiana ABC rejeitou proposta de exceção de direitos autorais para IA, alegando que o conteúdo já teria sido coletado por raspagem sem autorização — o que, segundo a emissora, torna a exceção desnecessária.

Declaração da Anthropic

Segundo a Reuters e a CNA, Charlie Hale, chefe de política de produto na Anthropic, e David Masters, responsável pela política da empresa para a região ANZ, falaram em Sydney durante a audição do Comitê Conjunto sobre Inteligência Artificial e afirmaram que a companhia apoia a ideia de legislação que obrigue as empresas a notificar ocorrências de falhas ou invasões envolvendo seus sistemas de IA.

A posição da Anthropic foi expressa no mesmo evento onde a ABC apresentou sua visão sobre a eventual criação de uma exceção de direitos autorais para IA, destacando que, enquanto a empresa vê possível apoio a novas regras de relato, a emissora considera desnecessária qualquer exceção de direitos autorais para o treinamento de modelos de IA.

Posição da ABC sobre direito autoral

Segundo a Reuters, a ABC, emissora pública da Austrália, rejeitou a proposta de criar uma exceção de direitos autorais para modelos de IA, argumentando que o conteúdo utilizado para treinar esses sistemas já teria sido coletado por raspagem sem permissão, portanto não vê justificativa para uma exceção legal.

Fachada do Parlamento da Nova Gales do Sul em Sydney
Foto: Rayhan Ahmed / Pexels

A emissora acrescentou que, caso o material de treinamento já esteja sendo utilizado dessa forma, a criação de uma exceção seria redundante e não contribuiria para a clarificação das regras de propriedade intelectual no contexto da inteligência artificial.

Contexto da audição

A audição ocorreu em 6 de outubro de 2026 no Parlamento da Nova Gales do Sul, em Sydney, conforme relatado pela CNA, e foi conduzida pelo Comitê Conjunto sobre Inteligência Artificial, que reúne legisladores australianais para debater medidas regulatórias setoriais.

O encontro ocorreu em um momento em que o parlamento australiano avalia propostas que tratam do uso de obras protegidas no treinamento de IA e da necessidade de maior transparência sobre falhas de agentes de inteligência artificial.

Apurado em 5 fontes

Reuters (Reino Unido) · CNA (Singapura)

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