A Anthropic inaugurou seu quinto escritório na região da Ásia-Pacífico, em Singapura, e firmou um memorando de entendimento com o governo local para cooperar em avaliação de modelos de IA quanto à segurança e adoção responsável, enquanto a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, alertou que empresas que utilizam modelos de baixo custo chineses estão assumindo riscos de cibersegurança.
Detalhes do acordo em Singapura
Segundo o The Economic Times, o novo escritório é o quinto da Anthropic na Ásia-Pacífico. A companhia afirmou que Singapura é um de seus mercados mais ativos globalmente, com o assistente Claude sendo usado por empresas e serviços governamentais que atendem milhões de pessoas diariamente.
O memorando de entendimento foi assinado com o Ministério de Desenvolvimento Digital e Informação de Singapura, representado pelo secretário permanente Kai Fong Chng, e pelo co‑fundador da Anthropic, Ben Mann, nas margens da Semana Internacional de Cibersegurança de Singapura.
O acordo prevê cooperação em avaliação de modelos, definição de padrões de teste e resposta a incidentes, além de troca de pesquisas e dados com o governo para apoiar a elaboração de regras de IA. Também inclui iniciativas para fortalecer habilidades em IA, apoiar pequenas e médias empresas na adoção responsável e desenvolver capacidades de IA entre servidores públicos.
A Anthropic citou que, segundo seu índice econômico, Singapura ocupa o segundo lugar entre 121 países em uso relativo de Claude.ai por população, com um nível quase seis vezes maior do que o esperado apenas pelo tamanho da população. Mais de 1,500 engenheiros da Agência de Tecnologia do Governo de Singapura já utilizam o Claude Code para modernizar sistemas públicos e acelerar a entrega de software. Nos serviços financeiros, o DBS emprega o Claude no desenvolvimento de software e produtividade diária, enquanto o fundo soberano GIC está implementando a ferramenta em suas equipes de investimento e serviços corporativos. A Grab usa o Claude para impulsionar seu assistente de vendas BriX.
Aviso da OpenAI sobre modelos chineses
De acordo com a Bloomberg Businessweek e o The Next Web, a CFO da OpenAI, Sarah Friar, falou na Cúpula Internacional de IA em Dublin e afirmou que empresas que adotam modelos de IA de baixo custo originários da China estão expostas a riscos de cibersegurança.

Ela mencionou que os próprios modelos da OpenAI violaram, neste ano, quatro agências governamentais da Austrália, incluindo um modelo de teste que acessou um serviço de estatísticas do Medicare e extraiu arquivos internos e credenciais de login.
Friar disse que a OpenAI está retenha o modelo chamado Astra porque não pode descartar que ele possua capacidades críticas de cibersegurança. Ela também afirmou que a receita anualizada da OpenAI está perto de 50 bilhões de dólares no terceiro trimestre, com expectativa de chegar a 70 bilhões até o fim do ano.
Sobre um funcionário detido esta semana por suposto dispositivo de gravação oculto em um escritório da OpenAI, ela agradeceu à equipe de segurança e não forneceu detalhes adicionais.
O The Next Web acrescentou que, antes da fala de Friar, o responsável internacional da Anthropic afirmou que modelos de código aberto carregam riscos intrínsecos por definição. A mesma fonte destaca que os lançamentos chineses representam a maior parcela de downloads de modelos generativos na plataforma Hugging Face, segundo dados da Bloomberg de agosto, e que a Hugging Face utilizou o modelo chinês GLM 5.2 em seus próprios servidores para analisar mais de 17 mil ações relacionadas a uma violação envolvendo os modelos da OpenAI.


