Anthropic, criadora do modelo de linguagem Claude, acaba de dar um passo crucial rumo à bolsa: abriu suas contas ao apresentar o formulário S-1 à SEC, o regulador bursátil norte-americano, revelando uma operação de grande escala e altíssimos custos.
De acordo com o documento, a empresa registrou US$ 16,3 bilhões em receita na primeira metade de 2026 — um salto de 14 vezes em relação ao mesmo período de 2025 (US$ 1,2 bilhão) — mas também sofreu perdas líquidas de US$ 80,7 bilhões.
Lucro operacional e despesas explosivas
Mais de US$ 72 bilhões das perdas estão ligadas ao SAFE, um tipo de contrato de investimento futuro, o que reduz as perdas operacionais a “apenas” US$ 693 milhões nos primeiros seis meses de 2026, contra US$ 2,1 bilhões no ano anterior.
O crescimento foi impulsionado pelo setor empresarial: mais de 11.900 clientes gastaram mais de US$ 100 mil nos últimos 12 meses, com 1.900 ultrapassando a marca de US$ 1 milhão e cerca de 250 gastando mais de US$ 10 milhões.

Em 2026, cada funcionário da Anthropic gerou cerca de US$ 6,6 milhões em receita, contra US$ 1,4 milhão no ano anterior.
Riscos e futuro incerto
Antes mesmo da possível IPO, a empresa destacou riscos como a intensa competição, ciberameaças e o uso indevido de IA por governos autoritários.
O wall Street Journal informa que a oferta pública pode acontecer no final de novembro, cotando no Nasdaq com o símbolo ANT.
O que ainda não foi divulgado
- Valor exato que a empresa pretende arrecadar com a IPO.
- Preço-alvo das ações.
- Detalhes sobre a estrutura de governança pós-IPO.
- Impacto real das regulamentações globais sobre sua operação futura.


