Segundo a Breitbart Tech e a Fast Company, a Anthropic anuncou que destinará 5% de suas ações a um fundo de benefício público recém-criado, sujeito à aprovação acionária após um IPO que pode acontecer já em novembro, mês em que a empresa informou faturamento de US$ 16,8 bilhões no terceiro trimestre.
Como o fundo funcionará
O fundo será estruturado como uma LLC totalmente controlada pela Anthropic, sem status de organização sem fins lucrativas sob a seção 501(c)(3). As ações detidas pela LLC não poderão ser usadas para lobby ou doações políticas, dentro ou fora dos EUA. O conselho da empresa pode ampliar a contribuição em dois pontos percentuais para cada aumento de 50% no valor da empresa acima de uma linha de base não revelada, embora a decisão final dependa da diretoria. Os recursos podem financiar doações a ONGs, distribuições diretas ou programas que mitiguem os impactos da IA sobre os trabalhadores.
Críticas e questionamentos
O anúncio provocou ceticismo no setor, conforme destacado pela Fast Company. Palmer Luckey, fundador da Anduril, ironizou o esquema com o rótulo de “USAID 2.0” em um tuíte, questionando se os fundadores de esquerda ligados ao movimento Effective Altruism priorizariam não ocidentais em vez de cidadãos norte-americanos. David Sacks, ex-czar de IA da administração Trump, desconfiou da eficácia social da medida, sugerindo que o gesto pode ser parte de uma operação de influência voltada para a governança global da IA. Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, rebateu na plataforma X recomendando que as ações sejam distribuídas diretamente ao público e anunciou planos para doar uma ação da SpaceX a cada criança americana.


