O jornalista Paulo Figueiredo, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que erros na carta golpista divulgada na quarta-feira (28) — como o uso do brasão antigo do Brasil e o titulo de 'presidente eleito' — foram causados pelo ChatGPT, ferramenta de inteligencia artificial.
Erros atribuidos ao ChatGPT
Segundo Figueiredo, o irmao de Flávio, deputado federal Eduardo Bolsonaro, pediu ao ChatGPT que inserisse o brasao da Republica no documento. No entanto, a inteligencia artificial teria selecionado o brasao utilizado entre 1889 e 1968, com a inscricao 'Estados Unidos do Brazil'. Além diso, a IA teria incluido uma versao anterior do texto em que Flavio se apresentava como o verdadeiro 'presidente eleito'. 'Noss achamos muito engraçado', disse Figueiredo sobre o equivoco.
Três versoes da carta
Foram identificadas tres versoes distintas da carta divulgadas em menos de uma hora. Na primeira, Flavio usava o brasao antigo e se declarava 'verdadeiro presidente eleito'. Na segunda, o brasao foi corrigido para a versao atual. Na terceira, o termo mudou de 'presidente eleito' para 'lider do Brasil'. Figueiredo justificou que a versao final foi ajustada porque 'descreve com mais precisao a situacao juridica' e 'carrega um valor moral'.

Investigacao pedida por advogados
Um grupo de 10 advogados apresentou notificacao de fato a la Policia Federal pedindo investigacao sobre o uso do brasao da Republica em uma carta com teor golpista. Eles argumentam que o simbolo nacional foi associado a uma falsa qualidade de presidente eleito, configurando possivel uso indevido de sinal publico para conferir aparncia oficial a uma manifestacao politica particular. O grupo inclui profissionais de São Paulo e Rio de Janeiro e pede preservacao de arquivos e metadados do documento.
O que ainda nao foi divulgado
Nao ha informacoes sobre quais profissionais ou sistemas exatos foram responsaveis pelo processamento das versoes do documento. Tambem nao foi divulgado se o ChatGPT foi realmente utilizado ou se o termo 'inteligencia artificial' foi usado como justificativa para desviar atencao dos erros. A reponsidade de Flavio Bolsonaro sobre o assunto tambem nao foi divulgada.


