OCTO+

Aliado de Flávio culpado de erros na carta golpista pelo uso do ChatGPT

Paulo Figueiredo afirma que o brasão antigo e o titulo de 'presidente eleito' foram inseridos automaticamente pela inteligencia artificial ao gerar a carta.

29 de out., 22:31 12 fontes · 1 país Regulação
Regulação
Documento gerado por inteligencia artificial com brasoes e textos oficiais Foto: Markus Winkler / Pexels

O jornalista Paulo Figueiredo, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que erros na carta golpista divulgada na quarta-feira (28) — como o uso do brasão antigo do Brasil e o titulo de 'presidente eleito' — foram causados pelo ChatGPT, ferramenta de inteligencia artificial.

Erros atribuidos ao ChatGPT

Segundo Figueiredo, o irmao de Flávio, deputado federal Eduardo Bolsonaro, pediu ao ChatGPT que inserisse o brasao da Republica no documento. No entanto, a inteligencia artificial teria selecionado o brasao utilizado entre 1889 e 1968, com a inscricao 'Estados Unidos do Brazil'. Além diso, a IA teria incluido uma versao anterior do texto em que Flavio se apresentava como o verdadeiro 'presidente eleito'. 'Noss achamos muito engraçado', disse Figueiredo sobre o equivoco.

Três versoes da carta

Foram identificadas tres versoes distintas da carta divulgadas em menos de uma hora. Na primeira, Flavio usava o brasao antigo e se declarava 'verdadeiro presidente eleito'. Na segunda, o brasao foi corrigido para a versao atual. Na terceira, o termo mudou de 'presidente eleito' para 'lider do Brasil'. Figueiredo justificou que a versao final foi ajustada porque 'descreve com mais precisao a situacao juridica' e 'carrega um valor moral'.

Carta politica controversa compartilhada nas redes sociais
Foto: Markus Winkler / Pexels

Investigacao pedida por advogados

Um grupo de 10 advogados apresentou notificacao de fato a la Policia Federal pedindo investigacao sobre o uso do brasao da Republica em uma carta com teor golpista. Eles argumentam que o simbolo nacional foi associado a uma falsa qualidade de presidente eleito, configurando possivel uso indevido de sinal publico para conferir aparncia oficial a uma manifestacao politica particular. O grupo inclui profissionais de São Paulo e Rio de Janeiro e pede preservacao de arquivos e metadados do documento.

O que ainda nao foi divulgado

Nao ha informacoes sobre quais profissionais ou sistemas exatos foram responsaveis pelo processamento das versoes do documento. Tambem nao foi divulgado se o ChatGPT foi realmente utilizado ou se o termo 'inteligencia artificial' foi usado como justificativa para desviar atencao dos erros. A reponsidade de Flavio Bolsonaro sobre o assunto tambem nao foi divulgada.

Apurado em 12 fontes

O Globo (Brasil) · CBN (Brasil) · Tilt (UOL) (Brasil)

ver as 12 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)