Aleph Alpha lançou o modelo de linguagem Kolibri, capaz de processar até 1 milhão de tokens, segundo a Born's Tech and Windows World. O lançamento visa uso em infraestrutura controlada por clientes dos setores de administração pública e indústria, conforme informado pelo DER STANDARD e pela Kronen Zeitung.
Arquitetura e capacidade
Segundo a Born's Tech and Windows World, o Kolibri é um modelo Mixture-of-Experts bilíngue (alemão e inglês) com 78 bilhões de parâmetros dos quais 3 bilhões estão ativos durante a inferência. Seu contexto foi ampliado para até 1 milhão de tokens, enquanto a versão anterior, Kolibri Origin, tinha 30 bilhões de parâmetros e janela de 65 mil tokens. O tokenizer do modelo consome 11,2 % menos tokens que o GPT‑5 ao processar alemão e, no teste AIME‑2025, obteve 87,5 pontos. O treinamento utilizou cerca de 20 trilhões de tokens (alternativamente 24 trilhões) filtrados de mais de 200 trilhões de tokens brutos, em uma base de 768 GPUs NVIDIA B200 localizadas na Alemanha e Finlândia, com 21,3 % dos tokens de pré‑treinamento em língua alemã e 6 % provenientes de traduções. O modelo ainda suporta chamadas de ferramentas e possui quatro níveis de raciocínio.
Licença, disponibilidade e parcerias
A Born's Tech and Windows World informa que os pesos do Kolibri estão sob licença Apache 2.0 e já estão disponíveis na plataforma Hugging Face. Segundo a Kronen Zeitung, o anúncio ocorreu em 04.10.2026 e a Aleph Alpha tem seu sede em Heidelberg, com cerca de 200 especialistas distribuídos em quatro locais na Alemanha. A empresa firmou uma joint‑venture com a Cohere para desenvolver soluções de IA soberana para administração, finanças, defesa, energia, telecomunicações e saúde, além de um acordo com a Schwarz Grupo para oferecer o modelo na sua cloud STACKIT. O DER STANDARD destaca que o modelo foi apresentado como "KI soberana feita na Alemanha", com foco em ampliar a posição da Aleph Alpha no mercado europeu de soluções para serviços críticos.
Foco regulatório e aplicação
Segundo a Kronen Zeitung, o Kolibri foi pensado para ser implantado em infraestrutura que o próprio cliente controla, atendendo a demandas de órgãos públicos e indústrias que prezam por privacidade, rastreabilidade e soberania tecnológica. O DER STANDARD reforça que a proposta de "KI soberana feita na Alemanha" busca atender a esses requisitos, enquanto a Born's Tech and Windows World ressalta que o desenvolvimento levou em conta as exigências do AI Act europeu e do GPAI Code of Practice. O CEO Ilhan Scheer, citado pela Kronen Zeitung, afirmou que o Kolibri demonstra que a Alemanha possui o talento necessário para criar modelos de IA competitivos, e o co‑fundador Samuel Weinbach destacou que o modelo foi ajustado para argumentar em alemão e atender às necessidades de aplicações locais.


