O conselho de governadores da AIEA reportou o Irã ao Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez em duas décadas, após constatar falta de cooperação na apuração de traços de urânio encontrados em instalações não declaradas.
Investigação e declarações da AIEA
Segundo a SCMP Tech, a matéria foi publicada às 2h09 (horário local) e atualizada às 2h33 do dia 10 de setembro de 2026.
Inspectores da AIEA detectaram traços de urânio em locais não declarados pelo Irã, levando à acusação de falta de cooperação. O diretor‑geral Rafael Grossi comentou o caso em coletiva de imprensa em Viena, na Áustria, na segunda‑feira que antecedeu a reunião do conselho.
Votação do conselho e posicionamentos
Segundo a mesma fonte, a resolução que encaminha o Irã ao Conselho de Segurança foi aprovada por 23 dos 35 membros do conselho de governadores da AIEA, em votação fechada na sede da agência em Viena.

Diplomatas sob anonimato disseram que China, Rússia e Níger votaram contra; oito países se abstiveram e um representante faltou por atraso nas contribuições financeiras. A iniciativa partiu dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha.
Consequências e contexto internacional
Segundo a SCMP Tech, o encaminhamento ao Conselho de Segurança abre a possibilidade de sanções e bloqueio de ativos contra o Irã, embora a aplicação dessas medidas seja vista como improvável porque Rússia e China, aliadas de Teerã, têm direito de veto no Conselho de Segurança da ONU.
Autoridades ocidentais acreditam que os traços de urânio podem apontar para um programa secreto de armas nucleares que teria existido até 2003; o governo iraniano insiste que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico e que não busca armas nucleares.


