Executivos da OpenAI, Anthropic e Hugging Face alertaram a ONU que a inteligência artificial pode se tornar um risco para a humanidade como um todo e que há possibilidade de perder o controle do futuro diante do avanço da tecnologia.
Declarações dos executivos da OpenAI, Anthropic e Hugging Face
Segundo The Independent, Sam Altman, CEO da OpenAI, declarou que “podemos perder o controle do futuro para a IA”.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou à mesma publicação que, se mal gerenciada, a IA “pode ser um risco para a humanidade como um todo”.
Clément Delangue, co‑fundador da Hugging Face, também participou do painel e apoiou a chamada por supervisão internacional, conforme relatado pelo The Independent.
Altman acrescentou ainda que, para que a IA seja democrática, as decisões mais importantes não podem ser tomadas apenas por laboratórios em São Francisco; elas precisam ser moldadas por processos democráticos e por governos responsáveis perante as pessoas que servem, segundo o mesmo veículo.
Ele também destacou que será necessário cooperação internacional para assegurar que a IA beneficie a todos, segundo The Independent.
Altman lembrou que, ao longo da história, nações rivais que nem sempre se entendem têm se unido diante de tecnologias poderosas em prol do bem coletivo, e acredita que este deve ser um desses momentos, segundo o mesmo relato.
The Independent observa que o encontro ocorreu diante do órgão de segurança de 15 nações da ONU durante a sessão anual da Assembleia Geral.
Visões de especialistas e advertências do secretário‑geral da ONU
Yoshua Bengio, co‑presidente do International Scientific Panel criado pela ONU, disse ao conselho de segurança que os perigos são “reais e iminentes” e que o conselho enfrenta uma ameaça sem precedentes que nenhum de seus membros pode conter sozinho e que não respeita fronteiras, segundo The Independent.
O mesmo veículo nota que o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean‑Noël Barrot, presidiu a reunião.
NOTUS informa que, na véspera da reunião, o secretário‑geral Antonio Guterres alertou sobre “robôs assassinos”, afirmando que especialistas e líderes europeus consideram que isso não é hiperbole, mas uma realidade já presente ou muito próxima.
Segundo NOTUS, os executivos pediram que o mundo estabeleça salvaguardas reais para impedir que a tecnologia se torne demasiado poderoso.

Eles também solicitaram que o poder da IA não se concentre em uma única empresa ou país, de acordo com NOTUS.
NOTUS ainda destaca que os líderes questionaram quem deve decidir sobre questões de vida e morte — se humanos ou máquinas.
The West Australian acrescenta que os responsáveis pelas principais empresas de IA apelaram à ONU para que estabeleça controles sobre a tecnologia em rápido crescimento.
Divergência entre grandes potências e posição dos Estados Unidos
The Independent aponta que Estados Unidos e China continuam em desacordo sobre se a regulação internacional é essencial ou se as forças de mercado devem determinar o rumo da IA.
O mesmo veículo relata que, antes das conversas previstas entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, Trump declarou que rejeita qualquer tentativa de construir um esquema globalista para controlar a IA.
Ele acrescentou que, apesar de caracterizar o avanço como extraordinário, os EUA avançarão com cautela, segundo The Independent.
NOTUS também menciona que EUA e China estavam entre os membros do Conselho de Segurança programados para falar na reunião.
The Independent observa que o debate ocorreu no âmbito da Assembleia Geral anual das Nações Unidas.


