A franquia da AfD no Landtag de Talismã (Alemanha) anunciou planos de instalar um servidor local dedicado a aplicações de inteligência artificial, conforme revelam relatos da imprensa regional alemã.
Motivação técnica e segurança
O anúncio surge em meio a debates sobre segurança de dados, especialmente após vulnerabilidades identificadas na linguagem de programação PHP. A AfD informou à imprensa que não foi afetada por essas falhas e destacou que opera um servidor de e-mails próprio, diferentemente de outras fraccionalidades que recorrem a terceiros.
De acordo com fontes locais, a iniciativa visa garantir que dados sensíveis permaneçam dentro de infraestrutura interna, evitando compartilhamento com serviços estrangeiros, especialmente norte-americanos. A AfD também destacou que a análise de dados por meio de IA é estratégica, mas que o uso de plataformas como ChatGPT comporta riscos de vazamento.
Planejamento e escopo inicial
O projeto ainda encontra-se em fase inicial, segundo assessores da liderança da franquia, liderada por Björn Höcke. Inicialmente, o servidor será limitado ao processamento de documentos de acesso público disponíveis no Legislativo regional. O objetivo declarado é otimizar a produtividade dos parlamentares, permitindo que sistemas de IA auxiliem na análise histórica de projetos de lei e empesos semelhantes.

O vice-líder da AfD no Landtag, Jens Cotta, ressaltou a relevância estratégica da IA para a análise parlamentar, embora reconheça os riscos associados ao uso de modelos externos. O plano inclui, posteriormente, a possibilidade de expandir o uso do sistema a documentos internos, desde que compatíveis com a legislação vigente.
Cenário de cobertura divergente
A imprensa alemã tratou o tema com variações fáticas. Die Zeit e Die Welt reproduziram o conteúdo com base em comunicado oficial da franquia, enquanto n-tv incluiu menção à atuação do Landesverfassungsschutz, órgão estatal que classifica a Alemanha oriental como movimento de extrema-direita e o monitora ativamente.
Diferentemente da AfD, demais fraccionalidades, como SPD, Linke, Thüringen.Gerecht e CDU, recusaram-se a operar servidores próprios, optando por provedores terceirizados. Todas as forças parlamentares concordaram com a proibição de empregar ferramentas de IA em documentos não públicos ou sensíveis.
O que ainda não foi divulgado
- Data ou cronograma definitivo para implementação do servidor de IA;
- Detalhes técnicos sobre a arquitetura ou modelo de IA local;
- Orçamento ou recursos alocados ao projeto;
- Decisão formal sobre uso futuro em documentos sensíveis;
- Reação oficial de outras forças parlamentares fora das declarações já conhecidas.


