A queda nas ações ligadas à inteligência artificial arrastou mercados globais para baixo na quinta-feira (22), enquanto os preços do petróleo atingiram os níveis mais altos desde maio, movidos por preocupações sobre a guerra com o Irã.
Mercado reage à desvalorização de empresas de tecnologia
Indicadores norte-americanos refletiram o impacto imediato da desconfiança em torno do setor de IA. O S&P 500 recuou 1,2%, marcando seu pior dia útil desde julho, enquanto o Nasdaq Composite caiu 2,6%. Apesar disso, a maioria das ações no mercado americano ainda subiu, com o Dow Jones ganhando apenas 11 pontos. A força das quedas em empresas de tecnologia foi tão grande que ofuscou a estabilidade do restante do mercado.
Preocupações sobre custos e alavancagem pesam no setor
Segundo a imprensa norte-americana, os principais nomes do setor registraram quedas significativas mesmo após divulgar resultados positivos. Lam Research perdeu 11,8%, mesmo com lucro e receita acima do esperado. Meta, que desenvolve o agente de IA Muse, caiu 7% após superar expectativas de receita, mas publicar lucro abaixo do esperado. A empresa também anunciou a criação de uma nova classe de ações para financiar seus investimentos em IA. Nvidia, a maior empresa da bolsa por valor de mercado, caiu 4,4% e foi a principal força para a queda do S&P 500. CoreWeave, que aluga chips de IA, despencou 10,1% por preocupações sobre sua dívida.

Preços do petróleo disparam em meio a tensões geopolíticas
O petróleo branco (Brent) saltou 4% para US$ 113,17 por barril, atingindo o nível mais alto em cinco meses. A alta é atribuída a incertezas sobre quando a guerra no Oriente Médio permitirá que a indústria energética global retome suas operações. Em Nova York, o mercado financeiro reagiu com mistura de cautela e volatilidade, com investidores reavaliando apostas em tecnologia e energia.
Onde a cobertura diverge
Veículos canadenses como BNN Bloomberg e CTV News destacaram o desempenho global das bolsas, especialmente a forte queda no setor asiático, com índices como o Kospi da Coreia do Sul caindo 3,5%. Já a imprensa britânica, como The Guardian US, enfatizou mais a dinâmica interna do mercado norte-americano, incluindo a contração entre ações de tecnologia e o desempenho da maioria das demais ações no mercado local.


