As ações da Alphabet, controladora do Google, caíram mais de 13% na quinta-feira (29/10), corroída por resultados trimestrais abaixo das expectativas e crescentes preocupações sobre a ameaça que a inteligência artificial representa para seu principal negócio de publicidade.
A queda, que resultou na maior perda de valor de mercado da empresa em um único pregão, atingiu mais de US$ 500 bilhões (R$ 2,67 trilhões), segundo relatos da imprensa brasileira. O desempenho contrastou fortemente com o da concorrente Microsoft, que superou as projeções de Wall Street no setor de computação em nuvem.
Receita e monetização sob pressão
A Alphabet divulgou receita de US$ 111,2 bilhões no terceiro trimestre, excluídos os repasses a parceiros, ficando abaixo das projeções dos analistas. A divisão de busca e publicidade, que responde por cerca de metade da receita total, registrou o menor ritmo de crescimento em cinco trimestres. Philipp Schindler, diretor de negócios do Google, admitiu que o crescente uso do ‘AI Mode’ — uma nova aba de busca com respostas em linguagem conversacional — reduziu a monetização por meio de anúncios. “É nas buscas que está a preocupação”, afirmou David Wagner, da Aptus Capital Advisors.

Investidores temem canibalização da busca por IA
A popularização de modelos como ChatGPT, Claude e até próprias ferramentas de IA do Google tem feito com que os investidores questionem o futuro da principal fonte de caixa da empresa. Durante anos, executivos do Google garantiram que chatbots e recursos de IA não impactariam significativamente a participação de mercado da busca. Agora, essa narrativa é posta a prova. Para Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a pressão aumenta para justificar mais de US$ 1 trilhão em futuros pagamentos para data centers, capacidade computacional e energia — despesas associadas às ambiciosas apostas da empresa em infraestrutura de IA.
O que ainda não foi divulgado
- Declaração oficial da Alphabet sobre estratégias concretas para reverter a queda nas ações;
- Detalhes sobre novos mecanismos de monetização previstos para o AI Mode;
- Impacto esperado de possíveis cortes ou ajustes nos investimentos em IA nos próximos trimestres;
- Reações específicas do mercado regulatório brasileiro ou internacional ao desempenho da empresa.


