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Nvidia aumenta preço de GPU em até 30%, e a AMD segue

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O pacote que a Nvidia vende às montadoras de placas de vídeo ficou de 20% a 30% mais caro, no terceiro reajuste da empresa em 2026, depois dos de janeiro e maio. Dias depois, a AMD avisou seus parceiros de uma alta de pelo menos 10% a partir de agosto. As duas apontam o mesmo motivo: o preço da memória. Nenhuma das duas confirmou o reajuste. A apuração, publicada em 1º de agosto de 2026, se apoia em imprensa de hardware de Taiwan e num vazamento em rede social chinesa.

O aviso foi para quem monta a placa

A Nvidia não vende chip solto para as montadoras. Vende um lote fechado, com o processador gráfico e a memória de vídeo no mesmo contrato, e é o preço desse lote que subiu. Quem recebeu o comunicado foram MSI, ASUS, GIGABYTE, Leadtek e as demais fabricantes de placa.

O Outlook Respawn, da Índia, cita o Economic Daily News de Taiwan e o site BenchLife para o intervalo de 20% a 30%. O reajuste de maio recaiu sobre a linha RTX 5090. Este alcança uma faixa maior de produtos GeForce, com memória GDDR6 e GDDR7.

Do lado da AMD o número é menor. O Digital Trends, que credita a conta ChannelGate no Weibo, aponta alta mínima de 10% nos lotes de GPU e memória em agosto. O Chip Türkiye data o aviso da AMD às fabricantes em 31 de julho de 2026, com percentual idêntico para todos os parceiros.

| | Nvidia | AMD | |---|---|---| | Alta no lote | 20% a 30% | mínimo de 10% | | Quando | terceira de 2026 | agosto de 2026 | | O que sobe | GPU + VRAM, GDDR6 e GDDR7 | GPU + memória, GDDR6 | | Origem | Economic Daily News, BenchLife | ChannelGate (Weibo) |

O Outlook Respawn declara ter trabalhado com material traduzido por máquina a partir do chinês.

A memória puxa o custo, e a MSI só enxerga um mês à frente

As três coberturas apontam a memória como causa. A Samsung teria anunciado alta de 20% na DRAM para o terceiro trimestre, e o mercado espera o mesmo de Nanya Technology e Winbond Electronics. O Chip Türkiye registra que alguns tipos de memória quase dobraram de preço no período recente.

A diferença de custo dentro do próprio chip é grande. Um GDDR7 de 3GB sai entre US$ 60 e US$ 70. O GDDR7 padrão de 2GB fica na casa dos US$ 20.

O BenchLife registra o efeito que atinge o planejamento: parceiros de Nvidia, AMD e Intel passam a conviver com a chance de reajuste de memória a cada trimestre. Hsu Hsiang, presidente da MSI, disse que só enxerga o abastecimento com um mês de antecedência, porque a cota chega renovada mês a mês, e o custo do trimestre seguinte não fecha.

Hsu Hsiang projeta que o volume enviado ao consumidor encolha entre 10% e 20% neste ano. Mesmo assim vê a rentabilidade preservada, porque o ticket médio sobe e as fabricantes seguram a política de preço. MSI, ASUS, GIGABYTE e Leadtek aparecem na lista dos que tendem a ganhar com a etiqueta maior.

O Digital Trends registra a projeção de que o quadro só melhore em 2028, e trata essa data como a hipótese otimista.

Na China o preço subiu antes

O varejo chinês reagiu primeiro. Distribuidores retiveram os lotes em vez de repassar. Placas de linha média sumiram de uma grande plataforma de comércio eletrônico a partir de 23 de julho de 2026. Uma RTX 5070 Ti de 16GB passou de RMB 9.299, cerca de US$ 1.377, para RMB 10.700, cerca de US$ 1.584, no intervalo de um dia. O dado é do Outlook Respawn.

O mesmo veículo traz as médias de mercado compiladas pelo perfil @harukaze5719 no X: a RTX 5090 D v2, versão exclusiva do mercado chinês, a US$ 3.843; a RTX 5080 a US$ 1.845; a RTX 5070 Ti a US$ 1.408.

Nos Estados Unidos a projeção quase dobra a etiqueta

O Digital Trends calcula o efeito de um repasse integral pelas montadoras. A RTX 5060 Ti, lançada por US$ 429, chegaria a US$ 760. A RTX 5070 Ti chegaria a US$ 1.400.

Do lado da AMD, a conta já é passado. A RX 9050 estreou por US$ 279 e o piso de mercado hoje fica em US$ 450, com a XFX pedindo US$ 490 e a Gigabyte, US$ 550.

A escassez também mexe no produto. A AMD estuda voltar a vender placas com 4GB de memória, segundo o Digital Trends. E a RX 9050 saiu por apenas US$ 20 abaixo da RX 9060 XT, que carrega o dobro de memória.

A AMD segurou o próprio reajuste por um mês

O detalhe vem de uma fonte só. O Chip Türkiye afirma que a AMD tinha a decisão pronta havia cerca de um mês e segurou a aplicação enquanto tentava defender fatia de mercado.

O mesmo veículo aponta um efeito que as outras duas coberturas não trazem: a série RX 9000 usa GDDR6 e é a mais vendida do catálogo atual da AMD, então o reajuste atinge também as gerações já em prateleira, e não só o que vier depois.

O Chip Türkiye lê o cenário pelo avesso das projeções de margem: placa cara faz o comprador adiar a decisão, e isso aperta as duas fabricantes.

A outra frente da Nvidia é crédito

A Benzinga Italia apurou que a Nvidia negocia fornecer até US$ 250 bilhões em financiamento para o data center que a OpenAI planeja em Ohio. O campus inteiro deve custar mais de US$ 500 bilhões entre chips e infraestrutura, e a primeira fase prevê cerca de 800 megawatts de capacidade de computação em 2028.

Numa conversa separada, a Nvidia discute financiar parte das compras futuras de chip da OpenAI, num volume que pode alcançar US$ 350 bilhões.

A empresa já vinha nessa direção. Entrou na rodada mais recente de captação da OpenAI e ampliou a posição na CoreWeave, provedora de nuvem para IA. Há relatos, sem confirmação, de que passou a dar sustentação a empréstimos tomados por fornecedores de infraestrutura que compram hardware dela: o financiador libera o crédito da instalação das GPUs e a Nvidia entra garantindo uma fatia da inadimplência.

Nenhuma dessas conversas está fechada, e a Benzinga registra que podem emperrar.

Para o veículo italiano, num projeto dessa escala o dinheiro virou insumo tão disputado quanto o próprio chip. E a empresa que financia o cliente sai da posição de fornecedor substituível.

Nenhuma das cinco fontes liga as duas frentes

Os cinco veículos apurados tratam as duas histórias em separado. Nenhum conecta o reajuste de preço à estratégia de crédito, embora as duas coberturas tenham saído no mesmo 1º de agosto e falem da mesma empresa.

A leitura que segue é do IANEWS, e nenhuma fonte a sustenta: nas duas pontas a Nvidia está mexendo em quem paga a conta. No varejo ela repassa o custo da memória e deixa o repasse com o comprador final. Nos projetos de escala ela oferece o capital para que a compra saia. Quem quiser tratar isso como fato precisa esperar apuração que ainda não existe.

A ação da Nvidia perdeu para o índice em 2026

O The Motley Fool registra a Nvidia com alta acumulada de 4,5% em 2026, abaixo dos 8,6% do S&P 500 no mesmo intervalo. A empresa havia subido perto de 240% em 2023, mais de 170% em 2024 e 38,9% em 2025.

O mesmo veículo lê o gasto em infraestrutura de IA como firme. A Bloom Energy, que fornece geração de energia no local, passou de US$ 1 bilhão de receita num trimestre pela primeira vez no segundo trimestre de 2026, alta de 165,5%, com lucro contábil de US$ 196,3 milhões contra prejuízo de US$ 42,6 milhões um ano antes. A margem bruta saiu de 26,7% para 33,4%.

O que as fontes não fecham

--- Apurado em 8 veículos de 8 países.